Todos os procedimentos necessários para resolver os problemas públicos e as preocupações administrativas provocados pelo lixo urbano foram até agora executados pela AMAT.
A solução foi vislumbrada quando a UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro - com o suporte do IPDI - Instituto de Pesquisa de Desenvolvimento Institucional - e da Energia Ambiental S.A. - propôs um Acordo de Cooperação Técnica à AMAT.
A AMAT firmou outro Acordo de Cooperação Técnica, agora com a Korea Environmental Industry & Tecnology Institute. A KEITI é um órgão ligado ao governo coreano e é uma espécie de ministério de ciência, tecnologia e meio ambiente, com 21 tecnologias testadas e aprovadas.
Para oficializar esta cooperação, o presidente Jorge Abissamra deverá visitar, na segunda metade de abril próximo, diversas empresas na Coréia do Sul, inclusive as instalações da Forcebel. Esta é a indústria fabricante dos equipamentos de separação de resíduos.
No dia 23 de fevereiro, tivemos acesso à pesquisa mundial que a UFRJ está fazendo na Europa e na Ásia, para conhecer a maneira mais eficiente de dar um destino ecológico ao que jogamos fora diariamente.
Pudemos conferir “in loco”, como convidados, o sistema português de valorização dos resíduos domésticos, desde a legislação até a distribuição de energia elétrica. Acompanhamos todas as fases do processo.
O sistema mais interessante para o Alto Tietê, a ser confirmado após a conclusão do estudo da caracterização dos resíduos por nós produzidos, tem coincidido com o que a UFRJ está constatando.
A solução ideal é a que reusa os rejeitos nobres, como metais ferrosos, alumínio, cobre; também o plástico de embalagens, pet, papel e papelão. São os recicláveis previamente detectados na coleta seletiva.
Geração de calor e eletricidade virá dos materiais inservíveis; produção de adubo, gás e eletricidade, a partir do resíduo orgânico. A cinza, o resíduo inerte final, pode ir para um aterro ou ser industrializado como pavimentação.
Nesta altura do jogo para decidir o lance definitivo e a região fazer um golaço no que se refere ao seu lixo, a AMAT coloca a bola na marca do pênalti. Chutaremos fora, na trave ou colocaremos no ângulo?
O que poderá impedir este gol, se tudo, sob a mais absoluta transparência, está praticamente feito? A Associação Nacional dos Promotores Públicos, órgãos de proteção ambiental, universidades, investidores, todos estão juntos e cientes.
Ansiosa, a população aguarda o resultado desta partida final. A imprensa, que acompanha de perto cada jogada, cobra um chute certeiro. O Conselho de Prefeitos deverá decidir agora.
Para que se cristalize a instalação de usinas de valorização dos resíduos domésticos, é vital e inadiável a constituição do CONDEMAT, o necessário e esperado consórcio do Alto Tietê.
Nem é preciso dizer que Ministérios e empresas internacionais não disponibilizam investimentos de 200, 300 milhões de reais para quem não leva a sério a grandiosidade do projeto. Basta um “porém” e eles se retiram.
Está muito perto de sabermos se a vaidade, o despreparo, a falta de visão administrativa de alguns vencerão a disposição de outros, compromissados com o futuro do planeta e das próximas gerações.
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